Você tem medo de ir ao dentista?

Odontofobia, comum em crianças e adultos, desafi am dentistas a buscarem formas de tratar o problema. (Foto: Pexels)

Ir ao dentista é o medo de várias crianças e também de alguns adultos mundo afora. Se esse medo não é trabalhado isso pode virar uma verdadeira fobia e quando mais velho e é necessário o procedimento como a remoção dos sisos pode-se tornar um verdadeiro pesadelo para o paciente e para o dentista. Odontofobia foi o nome dado para esse medo de dentista e odontologistas. A solução para esses pacientes odontofóbicos foram as novas opções de tratamento.

Estas formas diferentes são com base nas abordagens multidisciplinares para quem foge da cadeira do cirurgião- -dentista. Está formas podem ser a ajuda de diferentes tipos de profi ssionais como psicólogos, dentistas e até anestesistas, além de ter um relacionamento amigável com o cirurgião ajuda a ter mais confi ança no procedimento.

‘As fobias, por si só, se caracterizam como patologias que têm como natureza a necessidade de uma atenção multidisciplinar. Às vezes com envolvimento de especialidades além da Odontologia, com psicólogo, médico psiquiatra em casos mais severos, e até o médico anestesista’, explica José Roberto Barone, presidente da Câmara Técnica de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Crosp (Conselho Regional de Odontologia de São Paulo).

Mesmo com a pandemia, não se deve abrir mão da assistência odontológica, pois é uma parte complexa de tratar caso problemas com a gengiva e nervos bucais se agravem. ‘Os problemas mais frequentemente encontrados são de cárie, que, muitas vezes, chegam a estágios avançados precisando de tratamentos mais radicais, como a extração’, conta Nelson Corazza Jr., membro da mesma Câmara Técnica do Crosp.

Se um paciente já possui fobia por dentistas e tem um problema que exige um tratamento mais evasivo o que se deve fazer? ‘O uso de gás anestésico é uma das opções que os dentistas cirurgião estão optando aqui no Brasil, método este que já bem comum nos Estados Unidos. “Já tivemos experiências bastante gratificantes com até quatro cirurgiões- -dentistas e dois técnicos em Higiene Dental, auxiliados por um médico anestesista e um auxiliar de Anestesia”, relata Barone. Fora o trabalho realizado por trás disso. Os exames para o planejamento de procedimentos com anestesia incluem os mesmos necessários a um regime hospitalar para que se conheça a realidade fisiológica do paciente e seus limites orgânicos.

Se o paciente estiver calmo isso normalmente tem efeito no pós operatório, por isso, um acompanhamento completo e humanizado é tão importante para tratar não só do problema de saúde bucal, como também de suas origens.

Larissa Anunciato
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