Volume de chuva em 2020 foi o menor desde 2015 em Piracicaba

Em 2020, a maioria dos meses registrou baixa precipitação | Foto: Claudinho Coradini/JP

Ano passado foi o mais seco desde a crise hídrica de 2014. O volume de chuva em 2020 foi o menor desde 2015, segundo dados do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq/USP. De janeiro a dezembro de 2020 choveu, em Piracicaba, 1.149 mm, volume 6,9% inferior ao montante de 2019, que foi de 1.234 mm. Em 2018, 1.167 mm, enquanto que em 2017, 1.430 mm; em 2016, 1.426 mm; e em 2015, 1.442 mm.


Tirando os meses de janeiro e fevereiro de 2020, que tiveram chuva acima da média dos respectivos meses em 2019, apenas junho e agosto do ano passado tiveram volume médio maior que em 2019. Em junho de 2019 choveu 10,6 mm na cidade. No mesmo mês em 2020, 69,7 mm. Em agosto de 2019, 6,2 mm; enquanto que no respectivo mês de 2020, 52,9 mm. Os demais meses foram mais secos.


Segundo Bruno Bainy, meteorologista, do Cepagri (Centro de Pesquisa Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultara), da Unicamp, nesses dois meses citados tiveram “um ou dois eventos (dias) em cada mês que resultaram em bastante chuva, mas nos demais dias praticamente não choveu”, explica.

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“O período de abril a setembro é tipicamente escasso de chuvas, em comparação com outubro a março. Mas, de fato, 2020 foi um ano em que grande parte dos meses foi registrada chuva abaixo das médias climatológicas de longo prazo”, comenta Bainy.


O meteorologista evidencia três fatores para o baixo volume de chuva. O primeiro foi a influência de massas de ar seco, “inibindo a formação de nuvens de chuva”. O segundo foi que as frentes frias não produziram as chuvas esperadas, promovendo apenas chuvas isoladas em alguns casos e em pequenos volumes ou ficaram “estacionadas” na divisa dos estados de São Paulo e Paraná, onde “houve bastante chuva em alguns momentos desse período”, comenta.


Por fim, o terceiro caso foi a onda de calor, “resultante de bloqueios atmosféricos persistentes, que, além de impedir as chuvas, também causaram recordes de temperaturas altas em todo o estado”, pontua Bainy. Em Piracicaba, o dia 2 de outubro de 2020 registrou a maior temperatura desde que a Esalq começou a medição em 1917: 40,4º C.

Andressa Mota

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