Volume de trabalhadores formais cresce 5% até maio

O comércio piracicabano ainda patina na empregabilidade; ao contrário de serviços

Mesmo com resultado positivo em maio, comércio mais demitiu que contratou no decorrer deste ano

O número de postos de trabalho com carteira assinada cresceu 5% nos cinco primeiros meses de 2021 frente a 2020. O segmento de máquinas e equipamentos foi a que mais empregou dentro da indústria de transformação. Diferente da indústria, o comércio encolheu e ficou com saldo negativo no acumulado do ano: mais gente foi demitida do que contratada. Os números são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), publicados ontem pelo Ministério da Economia. Neste ano foram admitidas 21.259 pessoas até maio e, em 2020, o período teve 15.750 contratados.

Entre os desligamentos, 17.722 perderam o emprego em 2021 enquanto que as demissões chegaram a 18.660 até o quinto mês do ano passado. O saldo dos empregos formais para Piracicaba – descontando os demitidos dos contratados – ficou positivo em 3.537 trabalhadores se mantendo no mercado neste ano. No ano passado, o sinal estava trocado: os desligamentos superaram as contratações, deixando o índice do saldo em uma redução de quase 3.000 postos de trabalho. Agora, quanto ao crescimento de 5%, a taxa se refere aos que se mantiveram em seus empregos: foram 113 mil até maio de 2020 e, neste ano, este grupo superou 118,5 mil empregados. No início de junho, a regional de Piracicaba do o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) já tinha indicado uma sinalização de aquecimento do parque industrial piracicabano: as exportações praticamente dobraram com a soma do realizado em maio. Até abril, a cidade vinha com um índice positivo de 11%. Em maio, o município teve alta de 20,3% no comparativo com o mesmo período do ano passado.

MÊS & SETORES

O mês de maio deste ano ganhou no saldo com 967: 4.297 contratados contra 3.330 demitidos. O comércio se apresentou com o melhor saldo, de 255, seguido pelo setor de serviços (244). Entretanto, o desempenho não é bom para o primeiro colocado do mês. O comércio ainda amarga números negativos ao longo deste ano. De janeiro a maio, o comércio mais demitiu que contratou: 5.320 e 5.236, respectivamente – encolhendo em 84 vagas. Os melhores desempenhos neste ano – com mais gente empregada – estão no setor de serviços, com pouco mais de 44 mil empregados, e a indústria, com seus quase 39 mil trabalhadores.

Cristiane Bonin

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