Colégio Salesiano Dom Bosco realiza projetos em vários segmentos da sociedade desde 1999. (Foto: Amanda Vieira/JP)

O voluntário entrega mais do que o seu tempo para o próximo, ele faz a entrega de seu coração. Engana-se quem pensa que o voluntário é quem doa algo para seu semelhante. Na maioria das vezes recebe em proporção muito maior. Basta receber um muito obrigado, ou um “sorriso com olhos” para encher sua alma de alegria.

Qualquer pessoa pode fazer algo pelo seu próximo.

A subcoordenadora da Pastoral do Colégio Dom Bosco Cidade Alta, Rosebel Aparecida Francisco, relata que para ser um voluntário é preciso estar 100% focado na profissão e estar “realizado” de coração. “Eles sentem quando estamos ali apenas para cumprir um compromisso. No tempo que estou com eles, quero estar por eles e com eles, fazer a diferença. Eu me sinto feliz fazendo isso desde quando comecei a trabalhar nessa área”, afirmou.

Rosebel está há 18 anos prestando serviços sociais e já fez trabalhos voluntários em vários lugares, como por exemplo, na Santa Casa, no setor de pediatria, e em creches. A voluntária também atua aos domingosna Fundação Casa, onde realiza trabalhos com jovens que internados. “A cada visita, levamos música e a palavra de Deus para esses jovens”, disse.

Rosebel sente que o trabalho voluntário a escolheu. “Sair da zona de conforto e doar o seu tempo para quem mais precisa é uma prática necessária nos dias de hoje”, concluiu.

Já a aluna do 2° ano do Ensino Médio do Dom Bosco Cidade Alta, Vitória Bunn Garcia, sempre teve o dom de trabalhar como voluntária e, após o colégio oferecer a oportunidade, ela aceitou na mesma hora. “Desde pequena, eu sempre gostei de ajudar as pessoas. Senti-me agradecida, como o coração cheio de amor em ajudar alguém que precise de ajuda. Depois que comecei a trabalhar com isso, percebi que tenho vocação para seguir realizando essas ações. Acho importante fazer esse trabalho para ajudar a contribuir com a sociedade e quem sabe mudar o fazer com que todos sigam o caminho do bem”, disse.

Vitória comenta que quer deixar um legado na área. “Eu indico essa experiência para todos, é gratificante. Sempre quando vou embora do expediente, meu coração dói. Eu recebo muito amor e carinho deles. Quando eu chego, eles brincam e conversam bastante, pois esperam por muito tempo por estes momentos”, concluiu.

A voluntária lembra que no Hospital Fornecedores de Canana de Piracicaba, ela trabalha com um menino que tem uma doença genética e precisa morar no hospital, e que sempre que lembra dele, ela não consegue conter as lágrimas. “O menino faz uso de colostomia. E mesmo assim ele tem uma alegria e carinho cativante, me emociono em lembrar dele.
Sempre que chego ou vou me despedir, recebo o abraço e o carinho dele.

Menino lindo e iluminado. Que sempre me diz, que jesus vai fazer ele ficar bom.

Sempre que tivermos um problema, temos que lembrar dele, pra ver que o nosso problema é muito pequeno”, finalizou.

Marcelo Uliana

[email protected]

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

dezesseis + 16 =