Voluntários proporcionam sorrisos em um Natal atípico

Centenas de famílias e crianças foram atendidas pelos voluntários | Foto: Claudinho Coradini/JP

“É aquela sensação de quase missão cumprida, de ver o brilho nos olhos das crianças, sincero, sem maldade ou malícia”. É assim que a coordenadora do grupo de voluntários Exército de Formiguinhas, Débora Ferraz, relata a sensação que sente com a ação de Natal deste ano. Os integrantes entregam cestas básicas, brinquedos e doces para as crianças e suas famílias. Neste Natal, em meio à pandemia, os voluntários nunca foram tão necessários para levar motivos de sorrisos para as comunidades carentes. Mas também enfrentam o desafio do abraço ser apenas com os olhos.


O Exército de Formiguinhas tem como lema ‘amor e caridade são as únicas coisas que se multiplicam ao dividir’. “É difícil falar ‘não’ para uma criança. É difícil não conseguir abraçar, dar um beijo. É difícil ouvir da criança ‘papai noel, eu te amo’ e não dar um abraço, está sendo bem complicado esse ano”, conta Débora.

Neste mês, o grupo atendeu as comunidades da região do Algodoal, além de Pereirinha, Esplanada, Conquista, Pantanal, Vitória e Frederico, chegando a aproximadamente 5 mil crianças. “Foi totalmente atípico, porque nos outros anos você brinca, abraça, faz o carinho. É diferente, o contato humano é muito maior”, comenta Débora, que lembra do apoio fundamental do Frei Maurício dos Anjos, Rodrigo Mobilon e de Juninho Cancelieri, da Loja Maçônica de Piracicaba, para tornar a ação possível.

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Com a pandemia, o trabalho do grupo Anjos Voluntariado, que foca no ouvir atentamente e interagir com crianças, idosos e animais, precisou se adaptar. Para o Natal, os voluntários se uniram e entregaram kits com chocotone artesanal, brinquedos e guloseimas às crianças das comunidades Três Porquinhos e Boa Esperança, atendendo mais de 160 famílias.

Mesmo sem o abraço, fazer o bem não tem preço. “Quando a gente leva e vê o sorriso da criança, é algo muito gratificante, não tem preço e estimula a gente a voltar a fazer, repensar valores, principalmente. Repensar nossas prioridades que, às vezes, ficamos fechados só no nosso trabalho, em fazer uma reunião, bater metas, sendo que existem pessoas que estão necessitadas do mínimo”, relata Roni Ribeiro, idealizador do grupo.

Para o próximo ano, o grupo já se planeja para executar novas ações e tem a esperança de que, com a vacina, será possível ter mais proximidade com as crianças e suas famílias.


Marcelo Razera, que coordenada o grupo Ação do Bem, sendo vice-presidente ao lado do presidente Leandro Zen, lembra que as crianças esperam todo o ano pelo presente do Papai Noel e que, por isso, o grupo não poderia deixar essa esperança acabar. O Ação do Bem proporciona, neste Natal, 1.300 sorrisos, como gostam de dizer, atendendo as comunidades Sabiá, Conquista, Precisão, Beija Flor, Kobayat Líbano, Novo Horizonte e Três Porquinhos.


A entrega tem o poder de não apenas atender as necessidades das crianças, mas também de impactar os voluntários. “É indescritível! Uma mistura de gratidão, por podermos proporcionar esse momento único e tão rápido, com uma sensação de impotência, por saber que, ao voltarmos para as nossas casas, aquelas crianças vão continuar todos os dias naquela realidade que encontramos todos os anos e não podemos fazer nada, ou quase nada”, reflete Razera.

Andressa Mota | [email protected]

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