Voluntários se conectam para ajudar pessoas em vulnerabilidade

Trabalho voluntario do Grupo Solidário se fortaleceu ainda mais diante da pandemia do novo coronavírus, (Foto: Divulgação)

“Era uma casa de dois cômodos praticamente sem móveis, tinha um sofá, um colchão e um fogão. A família possuía uma galinha na casa para fornecer ovos a eles. Quando meu marido e eu chegamos lá fomos recebidos com ‘festa’ pelas crianças, porque há dias não tinham mais o que comer. Os meninos (gêmeos de oito anos) tinham apenas duas camisetas e duas bermudas cada um, roupas que eles revezavam entre si. Graças à ajuda de muitas pessoas que nos fazem doações de todos os tipos, pudemos abastecê-los por algum tempinho, torcendo para que eles possam melhorar a situação deles em breve”.

O relato acima é de Silvia Capello, voluntária e membro do Grupo Solidário, que reúne voluntários de várias frentes que atuam na ajuda de famílias carentes em Piracicaba. Silvia pertence ao Ajuda do Bem Piracicaba, um grupo com 15 pessoas que atua no atendimento de pessoas em situação de carência.

“Mas no Whatsapp, como é uma junção de várias frentes, o nome é Grupo Solidário”, explicou. Segundo Silvia, a ajuda acontece quando a demanda chega a algum dos voluntários e este repassa o pedido para outros grupos, logo uma corrente se forma até que os alimentos, remédios, fraldas e até brinquedos cheguem aos destinatários.

O foco do trabalho voluntário são as famílias moradoras em comunidades ou bairros carentes de Piracicaba. Ela contou que o grupo se fortaleceu na pandemia, antes, os voluntários atuavam individualmente, atendendo às demandas que chegavam até eles, sem expandir para outros voluntários.

“A gente ia entrando em contato e um falava do outro, assim as pessoas foram se conectando até formar o grupo”, lembrou. “Há pessoas que trabalham há dez anos, outras há quatro e outras que estão começando agora”, acrescentou.

Jacqueline Mendes Barbosa é voluntária há uma década. Ela disse que atua no atendimento de famílias carentes. “Tenho como objetivo ajudar com alimentos, leite, roupas, calçados, utensílios para casa, móveis, brinquedos, todo tipo de doação, pois acredito que muitas vezes algo que nos sobra pode estar faltando para alguém”, apontou.

Felipe Cypriano ajuda na entrega de marmitas para moradores de rua há mais de sete anos. Ele conta que a ação começou com quatro pessoas e o grupo hoje é de 15 voluntários. “Tudo é feito por intermédio da nossa própria ação, compramos os alimentos, preparamos, cozinhamos em casa mesmo, com fogão normal, e entregamos para mais de 50 pessoas toda semana”, contou.

Ele contou que o grupo entrega também roupas e cobertores e, no ano passado, começou a entrega de cestas básicas, para ajudar as famílias necessitadas. “Fizemos o drive-thru das crianças onde arrecadamos mais de 150 brinquedos, cestas básicas e muita roupa”, lembrou.

Beto Silva
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