‘Wave’, cantada por João Gilberto, foi a mais tocada nos últimos anos

O cantor João Gilberto durante show no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no centro da cidade, em agosto de 2008 — Foto: Ari Versiani/AFP/Arquivo

Baiano de Juazeiro, João Gilberto era conhecido pela perfeccionismo. O músico, pai de Bebel Gilberto e ex-cunhado de Chico Buarque, vivia recluso em sua casa no Rio de Janeiro. Suas raras apresentações ao vivo eram disputadíssimas e no palco ele não precisava de nada além de um banquinho e um violão.

João Gilberto marcou a música popular brasileira. Considerado um dos grandes precursores da Bossa Nova, o cantor, compositor
e violonista baiano completaria 90 anos de idade, se estivesse vivo, nesta quinta-feira, dia 10. O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) aproveitou a data e fez um levantamento sobre as suas obras musicais nos últimos cinco anos.

“Wave” foi a música interpretada porJoão Gilberto mais tocada, segundo a pesquisa do Ecad, nos principais segmentos de execução pública no Brasil. A canção de autoria de Tom Jobim lidera o ranking, seguida por “Chega de saudade” e “Desafinado”, na segunda e terceira posições. João Gilberto Prado Pereira de Oliveira nasceu na Bahia, no dia 10 de junho de 1931, e faleceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de julho de 2019. O artista tem 14 músicas e 521 gravações cadastradas no banco de dados do Ecad.

No período do levantamento, João Gilberto teve a maior parte de seus rendimentos em direitos autorais pela execução pública de suas músicas proveniente dos segmentos de TV, Rádio e Show, que corresponderam a mais de 80% do que foi destinado
a ele. Seus herdeiros têm o direito de receber os seus direitos autorais pela execução pública de músicas, de acordo com a lei do direito autoral (9.610/98). A legislação determina que o pagamento de direitos autorais deve ser feito por 70 anos após a morte do autor (ou do último autor, em caso de parcerias).

A garantia de que João Gilberto continuará a receber rendimentos por suas músicas é a sua filiação à União Brasileira de compositores, uma das sete associações que administram o Ecad.

Da Redação

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