Whatsapp, Facebook e Instagram: o que se sabe sobre a pane global das redes

Foto: Alessandro Maschio/JP

Motivo pode ser uma falha no servidor da empresa

Era por volta das 20h30 de ontem (segunda-feira) quando o principal aplicativo de troca de mensagens instantâneas foi reestabelecido em Piracicaba. Assim como o WhatsApp, Instagram e Facebook tiveram uma espécie de pane global a partir do meio-dia de ontem. O Telegram, concorrente do Whats, também registrou instabilidade durante a tarde devido à um grande acesso no aplicativo. Segundo registros, as redes do império de Mark Zuckerberg – Facebook, WhatsApp e Instagram – ficaram, ao menos, seis horas fora do ar. Ao que tudo indica, houve falha no servidor de Zuckerberg.

De acordo com o site Down Detector, conhecido por apontar falhas em serviços na internet, o problema não ficou restrito ao Brasil: houve relatos de instabilidade em diversas regiões do planeta, incluindo América Latina e Europa. As falhas começaram por volta das 12h20 (horário de Brasília). Durante a tarde, a empresa informava estar ciente das dificuldades no acesso aos aplicativos.

O diretor de tecnologia do Facebook, Mike Schroepfer, pediu desculpas aos usuários. “Estamos passando por problemas em nossas redes e nossos times estão trabalhando para resolver essa situação o mais rápido possível”.

O proprietário da agência Engenho da Notícia, jornalista Marcelo Basso, conta que foi praticamente impedido de trabalhar nesta segunda-feira. “Estava com um evento fora da cidade e precisava confirmar presenças. Alguns atendem as ligações, mas não consegui falar com muitas pessoas. Me prejudicou bastante.”

CAUSAS
Alguns especialistas disseram que a falha foi originada em um problema do tipo DNS, uma falha no servidor da empresa. Isso significa que, quando o usuário busca pelo domínio dos sites – ou os acessa pelos aplicativos – é como se aquele endereço não pudesse ser encontrado pela internet. Depois de quase cinco horas de interrupção, o jornal americano The New York Times afirmou que o Facebook estava enviando uma equipe para tentar fazer a recuperação dos sistemas manualmente.

Para o professor de Ciência da Computação, Rodrigo Izidoro Tinini, do Centro Universitário FEI, o possível problema no DNS pode justificar a queda. Como um tradutor, o DNS (Domain Name System) transforma o endereço do site que buscamos em um código de busca na internet, relacionado ao seu domínio.

“O protocolo DNS associa nomes de domínio a endereços IPs. Se o serviço de DNS estiver indisponível e não for possível traduzir nomes de domínio para endereços IPs, não será possível endereçar nossas solicitações pela internet, o que nos impede de acessar sites e serviços. Em cenários em que vários serviços estão integrados em uma mesma plataforma, problemas nessa plataforma irão afetar todos os serviços integrados a ela”.

A possibilidade de um ataque hacker foi descartada, por ora. “É difícil criminosos terem sucesso invadindo uma empresa como o Facebook, que está na vanguarda da tecnologia e não brinca com segurança digital”, diz Vivaldo José Breternitz, professor da faculdade de computação e informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Os problemas se estenderam ao sistema de trabalho interno dos funcionários do Facebook. Alguns funcionários tiveram dificuldades, inclusive, para acessar o prédio do Facebook por não terem seus crachás reconhecidos.

MERCADO
Com a queda dos aplicativos de Mark Zuckerberg, as ações do Facebook caíram juntas. Embora outras empresas de tecnologia também tenham visto o movimento, a retração do Facebook foi maior. A rede social chegou a ter uma desvalorização de 5,3%, mas fechou o dia com redução de 4,89%, a maior desde novembro do ano passado.

Cristiane Bonin
[email protected]

LEIA MAIS

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

4 × 3 =