Zezé Motta narra contos africanos, no Prime Box

Foto: reprodução instagram

Em homenagem ao Dia da Consciência Negra, que é celebrado no dia 20 de novembro, o canal Prime Box Brazil preparou a exibição de contos africanos, que ganharam a narração da atriz Zezé Motta. As atrações serão apresentadas diariamente, até 30 de novembro, entre 0h45 e 23h55.

Formada por animações curtas, a série Sankofa – A África que Te Habita leva o público a percorrer a cultura de nove países, os quais eram rota do tráfico de escravos – Cabo Verde, Guiné-Bissau, Senegal, Gana, Togo, Benin, Nigéria, Angola e Moçambique. A produção estará no canal, em formato de maratona, com exibição sequencial entre os dias 7 (1º ao 4º episódio), das 13h às 15h, e 8 (5º ao 10º episódio), das 12h às 15h. A obra é dirigida por Rozane Braga, com roteiro de Zil Ribas e animações de Eduardo Santos.

A programação parte do conceito africano sankofa, que tem como proposta fazer o resgate do passado para ressignificar o presente. Ao mostrar a importância da ancestralidade por meio da narrativa oral, estimula a curiosidade dos interessados pela história contada, que permite o acesso à sabedoria ancestral brasileira, dando ênfase aos ensinamentos passados de geração para geração. Ao todo serão dez animações, que ganham mais relevância com a voz de Zezé Motta.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Brasil

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Toda vez que se fala em quilombo, as pessoas reportam para a data de 1600, mas vocês sabiam que temos atualmente cerca de 3 mil quilombos no Brasil? Eu conheço cerca de 40. As palavras "quilombo" e "quilombola" hoje estão associadas a um povo que teria desaparecido com o fim da escravidão. Muita coisa está mudando, principalmente após as políticas públicas de estímulo à consciência negra, desde o tombamento da Serra da Barriga, com as homenagens do tricentenário da morte de Zumbi, em 1995, até o reconhecimento de comunidades quilombolas no Brasil interior. Porém, quilombolas são muitos marginalizados assim como os índios, assim como os negros, e são tratados como minorias no país quando na verdade temos muitos quilombos por aí. Se alguém me perguntar o que falta nos quilombos, eu vou dizer que em alguns faltam quase tudo, e em outros faltam tudo. Falta professor, falta médico, saneamento básico, e alguns não tem nem luz elétrica, ou seja, vivem abandonados. Eu fui Conselheira dos Direitos Humanos no governo Fernando Henrique, foi quando comecei a conhecer a realidade dos quilombos, o governo seguinte fez um trabalho para apoiar os quilombolas, mas eles estão abandonados há tanto tempo que não sei quanto tempo vai demorar para que deixem de ser marginalizados. Quilombolas são fonte de sabedoria. Procurem saber!

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